quinta-feira, 19 de maio de 2011

Review: Mother's Milk - Red Hot Chili Peppers


Meu amigo... se você acha que Red Hot Chili Peppers = baladas de Californication(1999) e By The Way(2002), está muito enganado. Voltando a 1989, antes mesmo do grande Blood Sugar Sex Magik(1991), encontramos uma banda recém renovada após a morte por overdose de guitarrista Hillel Slovak e a entrada de John Frusciante, e também a saída do baterista Jack Irons e a entrada de Chad Smith. Naquele ano foi lançado Mother’s Milk, produzido por Michael Beinhorn e gravado pela EMI Music. O álbum é a grande demonstração da banda de sua mistura do Funk, Punk e até mesmo o Hard Rock, geralmente desconhecido pelos ouvintes mais modernos. Em suas 13 faixas, consegue mostrar riffs e solos pesados(“Nobody Weird Like Me”, “Stone Cold Bush”,”Punk Rock Classic”, com direito a um plágio explícito de Sweet Child O’ Mine no final desta última). O baixo mágico e sempre presente de Flea dá vida ao álbum, e covers dão um toque especial(“Fire” de Jimi Hendrix e “Higher Ground” de Stevie Wonder, destaque do disco que transformou um clássico do funk em um rock pesado). Músicas fortes e contagiantes fazem a diferença(a abertura “Good Time Boys”, “Sexy Mexican Maid” e no encerramento “Johnny, Kick A Hole In The Sky”), enquanto composições mais alternativas(o grito de guerra funky ”Magic Johnson” e a simplista “Pretty Like Dirty”) fazem uma quebra no ritmo do álbum. A banda mostra sua origem Funk em “Subway To Venus”, pincelada pelo trompete de Flea, que mostra presença também em “Pretty Like Dirty”(guitarra e trompete) e no single “Taste The Pain”, uma das melhores faixas, que consegue mesclar o Rock e o Funk novamente, com uma pitada de Jazz no solo inesperado de trompete no meio da música e os backing vocals que fazem o refrão, e que também marca presença em “Knock Me Down”, música que mostra a força e energia da banda tanto como um conjunto como individualmente e se tornou o primeiro single do álbum, foi uma homenagem a Slovak e o grande destaque do álbum, que provavelmente foi o mais técnico de Frusciante na guitarra, abusando da distorção e de uma pegada Funk pesada. O mesmo vale para Flea, que mostra muita técnica e feeling. Nos vocais, Anthony Kiedis não se destaca com uma grande voz, mas esta se mostra adequada ao estilo do disco. Para quem conhece ou não a banda e suas baladas modernas, é um disco que vale a pena ser ouvido, pois mostra um lado diferente do Red Hot Chili Peppers e que foi responsável por levá-lo ao mainstream pela primeira vez, com mais de 2 milhões de cópias vendidas. "Mudou a maré e transformou a banda de rappers de funk-rock underground a bad boys do mainstream com um esforço aparentemente muito pequeno", segundo o Allmusic.
Lista de faixas:

"Good Time Boys" – 5:02
"Higher Ground" (cover de Stevie Wonder) – 3:23
"Subway to Venus" – 4:25
"Magic Johnson" – 2:57
"Nobody Weird Like Me" – 3:50
"Knock Me Down" – 3:45
"Taste the Pain" – 4:32
"Stone Cold Bush" – 3:06 (Peligro, Flea, Frusciante, Kiedis, Smith)
"Fire" (cover de Jimi Hendrix) – 2:03
"Pretty Little Ditty" – 1:37
"Punk Rock Classic" – 1:47
"Sexy Mexican Maid" (Peligro, Flea, Frusciante, Kiedis, Smith) – 3:23
"Johnny, Kick a Hole in the Sky" – 5:12

The Music Is Here de volta

Hoje, quinta-feira, 19/05/2011, anuncio oficialmente a volta do The Music Is Here, depois de alguns meses em hiato. Voltaremos a postar nossas matérias/reviews/notícias/etc a partir de agora.
Preparem seus ouvidos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pirataria: de quem é a culpa?


A cópia ilegal de CD's DVD's, músicas, filmes, programas de computador e qualquer outro produto protegido por lei, eletrônico ou não, a tão falada pirataria, é um assunto inegavelmente polêmico e tem toda a razão para isso. Sendo um assunto tão controverso, estabelecerei três personagens principais para essa trama. São eles: "O Consumidor Ilegal", que se abasta de CD's de fundo roxo e põe toda a culpa no segundo personagem: "O Governo" que por sua vez replica com atitude ao invés de palavras: ele espalha toneladas de discos falsificados no chão e passa o seu trator anti-redução-da-renda-governamental por cima. O terceiro personagem, não menos influente na história, é o "Vendedor", que se dirige todo santo mês ao recanto paraguaio dos produtos alternativos. O comerciante se defende informando que "O Governo" cobra impostos assustadoramente altos sobre o que é importado do exterior ou até mesmo o que é fabricado no Brasil com o objetivo de ser comercializado e que engorda o bolso com o dinheiro que deveria ser aplicado em investimentos que beneficiassem a população do país como um todo, e não somente a população do centro de Brasília. Falando como um legítimo cidadão brasileiro politicamente-correto, eu diria que a pirataria é um completo absurdo, que deve ser combatido pois é uma imoralidade que deixa "O Governo" sem dinheiro para investir no que é preciso no Brasil, que enquanto a pirataria não acabar os produtos originais não vão baratear e que quem usufrui de músicas e filmes falsos acaba causando um prejuízo colossal para as indústrias fonográfica e cinematográfica. Agora, falando como um legítimo cidadão brasileiro revoltado, exigente e politicamente-incorreto, eu diria que a culpa é inteiramente dos mandantes do nosso país, pois eles cobram impostos incalculáveis(tanto na arrecadação quanto nos usos indevidos) sobre os bens que os politicamente-corretos adquirem, e que a pirataria só vai acabar quando as taxas cobradas abaixarem rigorosamente, assim reduzindo os preços e incentivando o consumo dos produtos autênticos. Falando como um legítimo cidadão brasileiro neutro, eu afirmo que absolutamente tudo o que foi dito acima pelos dois cidadãos: um politicamente-correto e outro incorreto, está certo e não se pode negar que a pirataria realmente é errada e que altos impostos também. Mas uma rixa enfadonha entre sacoleiros e políticos acaba por não resolver nada nessa questão de preços altos ou baixos para a população. Até hoje os dois lados não decidiram quem vai começar a resolver o problema. Os falsificadores continuam falsificando seus discos e o governo continua quebrando os mesmos. Mas além de tudo, o consumidor continua no prejuízo. A única coisa que se quer, atualmente, é uma decisão de quem é a verdadeira culpa e quem deve começar a solucionar essa causa: os vendedores parando com a pirataria ou o governo abaixando as cobranças. É um assunto polêmico: com a pirataria há prejuízo para o governo e para a indústria que tem suas marcas falsificadas, sem a pirataria, há prejuízo para os comerciantes ilegais, mas que não deixam de ser pessoas que trabalham para viver como qualquer outra. A questão e a discussão estão em aberto: de quem é a culpa, quem tem a razão, quem vai começar a solucionar, quem merece vencer essa briga? Mas, enquanto nada acontece, os pobres e mortais cidadãos continuam tomando prejuízo moral e financeiro, e ambas as partes maiores continuam enriquecendo, tendo cada uma suas virtudes mas, acima de qualquer coisa, seus grandes defeitos.

Review: Antidemon - Satanichaos

Banda de deathgrind paulista vem crescendo cada vez mais e avancando o meio Underground. Formada e liderada pelo Pastor Batista, é uma banda que surgiu em 1994, conhecida por pregar a palavra de Deus no meio Underground, e funciona, muitos se convertem... Algumas vezes são mal-recebidos por serem cristãos tocando em lar satânico, ou pagão, mas no final da tudo certo.... Além disso, Antonio Carlos Batista é fundador da grande Igreja Evangélica, Crash Chruch, junto com a pastora Juliana Batista. A Crash Church é a igreja sucessora da Igreja Zadoque. Satanichaos: sem dúvida um álbum que vai marcar, já que o penúltimo álbum, Anilo de Fuego saiu em 2002... Faixas: 1 - Satanichaos 2 - Contra o inferno 3 - O que era ruim ficou pior 4 - Satan derrotado 5 - Justica 6 - Abismo chama abismo 7 - Maldito lúcifer 8 - Assombro 9 - Massacrados pela mentira 10 - Ataque satanas 11 - Pelo sangue 12 - Em quem vou acreditar? 13 - Mestre de ilusões 14 - Dia da vinganca 15 - Veredicto 16 - Denuncia 17 - Transtornar 18 - Pesadelo 19 - Está consumado Line-up: Batista (baixo, e vocal) Mauricio (guitarra) Juliana (bateria)

domingo, 27 de março de 2011

Review: Creedence Clearwater Revival - Cosmo's Factory

1970, a banda liderada pelo grande vocalista John Fogerty vivia freneticamente com seus shows. Não havia tempo para nada, tudo era instantâneo. Tudo, inclusive os álbuns, era feito às pressas. Era o Creedence Clearwater Revival, um grupo que juntava rock'n'roll, o country do Sul dos Estados Unidos e que tinha elementos que viriam mais tarde a formar o pop. Tinha um rock inovador, contagiante, dançante, que fugia do padrão da época. E com tudo isso era uma música simples e sem frescuras. Com toda essa pressa, a banda de algum modo conseguiu gravar seis grandes álbuns em apenas dois anos e meio. Cosmo's Factory foi o quinto, o mais vendido, o auge, o último antes da decadência iniciada em Pendulum, do mesmo ano. Foi um álbum que marcou a criatividade da banda em buscar grandes cancões de forma simples. Simplicidade que se torna clara na capa: esta é a Cosmo's Factory, a fábrica de músicas que funcionava como estúdio/depósito/escritório dos quatro integrantes. O álbum começa com o "country-pop-rock-de-sete-minutos" de "Ramble Tamble", que começa com uma introdução e um riff contagiantes, passando por alguns minutos dominados por uma guitarra mais lenta e voltando a um ritmo mais rápido. Provavelmente uma crítica: "They're selling independence, Actors in the White House, Acid in digestion, Mortgage on my life, Mortgage on my life." Seguindo, vem uma história de amor no blues "Before You Accuse Me", cover do grande cantor e guitarrista Bo Diddley. "Travellin' Band" é uma canção curta e grossa, um rock'n'roll puro com dois agitados minutos de duração. Então vem "Ooby Dooby", uma música bem divertida, originalmente de Roy Orbison. Com destaque para os vocais e os solos de guitarra de John e Tom Fogerty, respectivamente. "Lookin' Out My Back Door" é uma música pura, simples, sem "elementos pinkfloydianos", mas ao mesmo tempo é uma grande composição, que marca o álbum e prova que para se fazer sucesso não é necessário grandes invenções. Finalizando o Lado 1 do disco de vinil original, vem "Run Through The Jungle", uma canção mais sutil, porém digna de se tornar trilha sonora de filme. "Up Around The Bend" abre de forma espetacular o Lado 2. Figura entre as melhores composições da banda. A guitarra distorcida, comum na época, juntamente com as influências do "Sul" e a simplicidade, fazem uma grande música, para ficar para a história do rock'n'roll. "My Baby Left Me" é uma boa música, mas que não se destaca tanto. É onde John Fogerty descarrega todas as suas mágoas. Seguindo, "Who'll Stop The Rain" mostra um estilo diferente da banda, mais melódico. Uma bela canção, com belos acordes, que resultou no maior sucesso do álbum. "I Heard It Through The Grapevine" é uma música incrível, marcante. Seus longos onze minutos contam a história de um homem que descobriu de boca em boca que, em palavras simples, fora "chifrado", seguida de um fantástico jam de vários minutos. E, fechando com chave de ouro o álbum, a belíssima "Long As I Can See The Light" é uma canção ironicamente sobre despedida. Assim como em "Who'll Stop The Rain", a banda mostra um estilo diferente, que conta até mesmo com um solo de saxofone. Grande letra, grande melodia e harmonia, a escolha perfeita para terminar esse excelente álbum, que foi o maior sucesso do Creedence e que merece estar na coleção de qualquer fã de rock.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Apresentação...

Eae, meu nome é Rafael, este blog será um blog no qual faremos reviews, e postaremos notícias sobre o mundo da música...
Espero que gostem...