A cópia ilegal de CD's DVD's, músicas, filmes, programas de computador e qualquer outro produto protegido por lei, eletrônico ou não, a tão falada pirataria, é um assunto inegavelmente polêmico e tem toda a razão para isso. Sendo um assunto tão controverso, estabelecerei três personagens principais para essa trama. São eles: "O Consumidor Ilegal", que se abasta de CD's de fundo roxo e põe toda a culpa no segundo personagem: "O Governo" que por sua vez replica com atitude ao invés de palavras: ele espalha toneladas de discos falsificados no chão e passa o seu trator anti-redução-da-renda-governamental por cima. O terceiro personagem, não menos influente na história, é o "Vendedor", que se dirige todo santo mês ao recanto paraguaio dos produtos alternativos. O comerciante se defende informando que "O Governo" cobra impostos assustadoramente altos sobre o que é importado do exterior ou até mesmo o que é fabricado no Brasil com o objetivo de ser comercializado e que engorda o bolso com o dinheiro que deveria ser aplicado em investimentos que beneficiassem a população do país como um todo, e não somente a população do centro de Brasília. Falando como um legítimo cidadão brasileiro politicamente-correto, eu diria que a pirataria é um completo absurdo, que deve ser combatido pois é uma imoralidade que deixa "O Governo" sem dinheiro para investir no que é preciso no Brasil, que enquanto a pirataria não acabar os produtos originais não vão baratear e que quem usufrui de músicas e filmes falsos acaba causando um prejuízo colossal para as indústrias fonográfica e cinematográfica. Agora, falando como um legítimo cidadão brasileiro revoltado, exigente e politicamente-incorreto, eu diria que a culpa é inteiramente dos mandantes do nosso país, pois eles cobram impostos incalculáveis(tanto na arrecadação quanto nos usos indevidos) sobre os bens que os politicamente-corretos adquirem, e que a pirataria só vai acabar quando as taxas cobradas abaixarem rigorosamente, assim reduzindo os preços e incentivando o consumo dos produtos autênticos. Falando como um legítimo cidadão brasileiro neutro, eu afirmo que absolutamente tudo o que foi dito acima pelos dois cidadãos: um politicamente-correto e outro incorreto, está certo e não se pode negar que a pirataria realmente é errada e que altos impostos também. Mas uma rixa enfadonha entre sacoleiros e políticos acaba por não resolver nada nessa questão de preços altos ou baixos para a população. Até hoje os dois lados não decidiram quem vai começar a resolver o problema. Os falsificadores continuam falsificando seus discos e o governo continua quebrando os mesmos. Mas além de tudo, o consumidor continua no prejuízo. A única coisa que se quer, atualmente, é uma decisão de quem é a verdadeira culpa e quem deve começar a solucionar essa causa: os vendedores parando com a pirataria ou o governo abaixando as cobranças. É um assunto polêmico: com a pirataria há prejuízo para o governo e para a indústria que tem suas marcas falsificadas, sem a pirataria, há prejuízo para os comerciantes ilegais, mas que não deixam de ser pessoas que trabalham para viver como qualquer outra. A questão e a discussão estão em aberto: de quem é a culpa, quem tem a razão, quem vai começar a solucionar, quem merece vencer essa briga? Mas, enquanto nada acontece, os pobres e mortais cidadãos continuam tomando prejuízo moral e financeiro, e ambas as partes maiores continuam enriquecendo, tendo cada uma suas virtudes mas, acima de qualquer coisa, seus grandes defeitos.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Pirataria: de quem é a culpa?
A cópia ilegal de CD's DVD's, músicas, filmes, programas de computador e qualquer outro produto protegido por lei, eletrônico ou não, a tão falada pirataria, é um assunto inegavelmente polêmico e tem toda a razão para isso. Sendo um assunto tão controverso, estabelecerei três personagens principais para essa trama. São eles: "O Consumidor Ilegal", que se abasta de CD's de fundo roxo e põe toda a culpa no segundo personagem: "O Governo" que por sua vez replica com atitude ao invés de palavras: ele espalha toneladas de discos falsificados no chão e passa o seu trator anti-redução-da-renda-governamental por cima. O terceiro personagem, não menos influente na história, é o "Vendedor", que se dirige todo santo mês ao recanto paraguaio dos produtos alternativos. O comerciante se defende informando que "O Governo" cobra impostos assustadoramente altos sobre o que é importado do exterior ou até mesmo o que é fabricado no Brasil com o objetivo de ser comercializado e que engorda o bolso com o dinheiro que deveria ser aplicado em investimentos que beneficiassem a população do país como um todo, e não somente a população do centro de Brasília. Falando como um legítimo cidadão brasileiro politicamente-correto, eu diria que a pirataria é um completo absurdo, que deve ser combatido pois é uma imoralidade que deixa "O Governo" sem dinheiro para investir no que é preciso no Brasil, que enquanto a pirataria não acabar os produtos originais não vão baratear e que quem usufrui de músicas e filmes falsos acaba causando um prejuízo colossal para as indústrias fonográfica e cinematográfica. Agora, falando como um legítimo cidadão brasileiro revoltado, exigente e politicamente-incorreto, eu diria que a culpa é inteiramente dos mandantes do nosso país, pois eles cobram impostos incalculáveis(tanto na arrecadação quanto nos usos indevidos) sobre os bens que os politicamente-corretos adquirem, e que a pirataria só vai acabar quando as taxas cobradas abaixarem rigorosamente, assim reduzindo os preços e incentivando o consumo dos produtos autênticos. Falando como um legítimo cidadão brasileiro neutro, eu afirmo que absolutamente tudo o que foi dito acima pelos dois cidadãos: um politicamente-correto e outro incorreto, está certo e não se pode negar que a pirataria realmente é errada e que altos impostos também. Mas uma rixa enfadonha entre sacoleiros e políticos acaba por não resolver nada nessa questão de preços altos ou baixos para a população. Até hoje os dois lados não decidiram quem vai começar a resolver o problema. Os falsificadores continuam falsificando seus discos e o governo continua quebrando os mesmos. Mas além de tudo, o consumidor continua no prejuízo. A única coisa que se quer, atualmente, é uma decisão de quem é a verdadeira culpa e quem deve começar a solucionar essa causa: os vendedores parando com a pirataria ou o governo abaixando as cobranças. É um assunto polêmico: com a pirataria há prejuízo para o governo e para a indústria que tem suas marcas falsificadas, sem a pirataria, há prejuízo para os comerciantes ilegais, mas que não deixam de ser pessoas que trabalham para viver como qualquer outra. A questão e a discussão estão em aberto: de quem é a culpa, quem tem a razão, quem vai começar a solucionar, quem merece vencer essa briga? Mas, enquanto nada acontece, os pobres e mortais cidadãos continuam tomando prejuízo moral e financeiro, e ambas as partes maiores continuam enriquecendo, tendo cada uma suas virtudes mas, acima de qualquer coisa, seus grandes defeitos.
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